quarta-feira, 6 de julho de 2011

Inverno Cultural de São João del-Rei

São João del-Rei se prepara... vai começar um dos maiores eventos culturais da região
O Inverno Cultural
Em sua vigésima quarta edição, o evento apresenta o tema "Sentidos do Corpo" e anuncia extensa programação, inteiramente gratuita, reunindo grandes nomes do cenário artístico brasileiro.
Música, teatro, dança, artes plásticas, literatura e cinema farão parte das atrações.
O Inverno Cultural acontecerá de 16 a 30 de julho
Vale à pena conferir.


“Sentidos do Corpo” é tema do 24º Inverno Cultural

 
Festival que ocorre de 16 a 30 de julho leva a São João del-Rei grandes nomes do cenário artístico como Deborah Colker, Jorge Ben Jor, Jacques Morelembaun, Elza Soares, entre outros


O Inverno Cultural de São João del-Rei, um dos mais tradicionais eventos do gênero realizado em Minas Gerais , completa este ano sua 24ª edição prestando tributo aos “Sentidos do Corpo”, em suas mais diversas formas. O tema, que permeia toda a programação do evento, que será realizada de 16 a 30 de julho, vai dialogar com as principais atrações desta edição, como o espetáculo Tatyana, da Cia. Deborah Colker; e ainda com a música visceral de artistas consagrados como Jorge Ben Jor, Elza Soares, Naná Vasconcelos, Jacques Morelenbaum, Seu Jorge e as bandas Kit Abelha, Titãs e Capital Inicial.

Sobre a temática desta 24ª edição, a coordenadora do evento e diretora da divisão de projetos e apoio à comunidade universitária, Telma Resende, diz que será posto em destaque as possibilidades do corpo, não só a parte física em si. “Vamos extrapolar os termos físicos do corpo e abordar  seus vários sentidos”, diz. Para falar sobre o assunto, um dos mais importantes críticos de arte do Brasil, o escritor Jorge Coli, foi convidado para ministrar a palestra “O corpo na arte de hoje: entre a frivolidade e a metafísica”, que ocorre no dia 30 de julho, às 16 horas.

 
As principais atrações desta edição do Inverno Cultural, segundo a coordenadora, também conversam de maneira estreita com a temática do evento. “O trabalho da Cia. Deborah Colker, por exemplo, é multidisciplinar e reúne outras áreas como artes visuais e plásticas”, frisa. Ela também ressalta que o instrumentista e percussionista Naná Vasconcelos, outra grande atração, é um artista bem performático e tem um trabalho de pesquisa musical de grande importância, assim como o maestro Jacques Morelembaum, reconhecido internacionalmente por seu talento multidisciplinar como instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical.
 
Outro destaque da programação é a exposição de artes plásticas “Sentidos do Corpo”, que tem curadoria do professor Ricardo Coelho.  Reunindo artistas de renome como Caetano Dias, Christian Cravo, Helga Stein, Katia Lombardi, Loredano, Carlos Serejo e Peter de Brito, a mostra vai apresentar diferentes abordagens do corpo na arte contemporânea brasileira. Desenho, caricatura, fotografia documental, imagens manipuladas digitalmente, escultura, instalação, objeto e vídeo-arte são as linguagens que o público poderá conferir na exposição.
 
Mais uma atração ressaltada pela coordenadora, será a apresentação do grupo teatral Lume, de Campinas (SP). “Vamos dar ênfase à participação de grupos que nunca estiveram em São João del-Rei ou que foram à cidade há muito tempo, como é o caso do Lume, um grupo de extrema qualidade e que tem uma extensa pesquisa na área cênica”.
 
Com uma grade de programação bem abrangente, que inclui, além dos espetáculos musicais, dança, teatro, artes plásticas, cinema e oficinas em várias áreas de atuação, outro objetivo do Inverno Cultural é descentralizar seus espetáculos, levando atrações de qualidade para os bairros mais distantes do centro da cidade. “Estamos preparando uma mostra de cinema itinerante que vai percorrer algumas localidades, além de espetáculos de dança e teatro”, destaca a coordenadora Telma Resende.
 
Oficinas artísticas oferecem mais de mil vagas
Atração à parte nas edições do Inverno Cultural, as Oficinas Artísticas (que muitas vezes atraem participantes de várias partes do país) vão oferecer, em seu conjunto de atividades, mais de 1 mil vagas. Os interessados podem escolher entre sete áreas de atuação, como Artes Cênicas, Música, Literatura, Arte-Educação, Artes Plásticas, Especiais e Artes Visuais.
As inscrições para as oficinas estarão abertas até o dia 8 de julho. Informações pelo site oficial do evento www.invernocultural.ufsj.edu.br ou pelo telefone (32) 3379 2510.
Conheça a trajetória do Inverno cultural
Realizado durante o mês de julho desde 1988, o Inverno Cultural faz parte do Programa de Extensão da Universidade Federal de São João del Rei. O evento promove e incentiva diversas formas de manifestações artísticas e culturais, tornando-se, desde suas primeiras edições, referência no campo artístico de Minas Gerais.
Como praticamente todos os festivais de inverno existentes em Minas Gerais , o da UFSJ também é “filhote” do então itinerante Festival de Inverno da UFMG, realizado em São João del Rei nos primeiros anos da antiga FUNREI – Fundação de Ensino Superior de São João del Rei. A partir de 1999, em sua 12ª edição, o Inverno Cultural ganhou fôlego, dimensão, importância e visibilidade, tornando-se um dos maiores eventos do gênero no país, estimulando o surgimento de novos festivais que vieram compor e enriquecer a cena turística e cultural do interior de Minas, no mês de julho.
A cada nova edição do Inverno Cultural, a UFSJ se afirma como um grande pólo extensionista, promovendo a atuação e a continuidade de experiências e saberes adquiridos durante a realização do evento, através de toda a sua programação, como oficinas, workshops, mini-cursos, palestras, seminários, entre outros. 


  
Outras informações:
www.invernocultural.com.br 
www.facebook.com/invernocultural 
Twitter - @invernocultural. 


Fonte: Sinal de Fumaça Comunicação - www.sinaldefumaca.com.br
Contato: Aline ferreira - (31) 3264-4404 / (31) 8778-1774

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Inverno Cultural de São João del-Rei

Logo 24 Inverno Cultural da UFSJ - Sentidos do Corpo

Inverno Cultural prorroga inscrições para oficinas

Foram prorrogadas até o dia 8 de julho (sexta-feira) as inscrições para as oficinas artísticas do 24º Inverno Cultural de São João del-Rei. Os interessados em participar ainda têm a oportunidade de se inscreverem em mais de 20 atividades que estão divididas em sete áreas de atuação, como Artes Cênicas, Música, Literatura, Arte-Educação, Artes Plásticas, Especiais e Artes Visuais.
Para efetuar a inscrição é necessário entrar em contato com a coordenadoria de oficinas pelo telefone (32) 3373 2900 ou 3379 2900. É importante destacar que tanto as inscrições presenciais quanto as inscrições à distância só poderão ser realizadas de 9 às 12 horas. O valor varia de R$ 15 a R$ 20. Mais informações sobre cada uma das oficinas no site oficial do evento www.invernocultural.com.

Confira abaixo as oficinas que ainda possuem vagas:

 Área de Artes Cênicas:

-Poética da Luz
-Montagem de Espetáculo de Teatro de Bonecos
-Oficina – Montagem Abre-Alas
-ImaginAção – Turma 1 e 2
-Palha Assada, Frita e Cozida

Área de Arte-Educação:
-O Reconto do Conto
-Um Jeito Lúdico de Escrever a Auto-História
-Pais e Filhos

Área de Artes Plásticas:
-Xilogravura
-Do Livro ao Livro do Artista
-Gravuras Versus Cartões Postais: Imprimindo a História

Área de Artes Visuais:
- A Performance na Interface entre as Linguagens Artísticas

Área de Especiais:
- Os elementos dos Orixás no Corpo
- Educação Patrimonial: Brincando se Aprende
-Tapetes de Rua com Imagens
- Orientação: O Desporto da Natureza

Área de Literatura:
- Poesia Biossonora
-Performance Poética
- Poesia e Visualidade

Área de Música:
-Música Barroca para Teclado: Uma Abordagem para o Piano
-Masterclass de Piano
-Masterclass de Flauta Transversal
- Workshop Orgânico
-O Violoncelo Brasileiro

Fonte: Sinal de Fumaça/ASSESSORIA DE IMPRENSA DO 24º INVERNO CULTURAL

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pelos campi da UFSJ

Inscrições para oficinas do Inverno Cultural - Foto: divulgação


Primeiro dia de inscrições do Inverno Cultural atrai grande público

Interessados em se inscrever para as oficinas das áreas de Arte-Educação e Especiais da 24ª edição do Inverno Cultural estão desde cedo na fila para obter a senha necessária para a inscrição. Os números começaram a ser distribuídos às 8h e as inscrições, no Saguão da Fundação de Apoio à Universidade Federal (FAUF). As inscrições começaram às 8h30, entretanto, o primeiro da fila, um idoso, chegou ao campus Santo Antônio às 5h30, tamanha é a concorrência para o evento.

A Chefe do Setor de Projetos Artísticos e Culturais (SEPAC) da Pró-Reitoria de Extensão da UFSJ e coordenadora das Oficinas do Inverno Cultural, Elizabeth Pereira da Silva, era uma das responsáveis pela organização da grande fila na porta do saguão. Ela explica que cada pessoa recebe uma senha, que possibilita inscrever três pessoas em quantas oficinas quiserem. Quando chega a vez de fazer a inscrição, uma ficha com dados básicos sobre os inscritos é preenchida e, posteriormente, entregue a um dos digitadores. Ele passa os dados para uma espécie da comprovante da inscrição, onde constam os dias e horários da oficina escolhida, além do nome do participante. O interessado, então, paga a taxa da oficina e sua inscrição é confirmada.

A sanjoanense Fabiane de Melo Resende veio pelo segundo ano consecutivo inscrever sua filha, Ana Carolina de Melo Resende, de 15 anos, no Inverno Cultural. Desta vez, a adolescente, que, segundo Fabiane, pretende estudar Design na graduação, fará a oficina “Desenhando Figurinos: uma proposta para iniciantes”. A mãe tinha consigo o número 47 como senha, que obteve chegando às 7h45 na fila. “Apoio o evento e venho inscrevê-la pois é um momento de interagir com crianças da idade dela. O Inverno Cultural é uma alternativa para que crianças e adolescentes não passem suas férias na frente de um computador, por exemplo”, completa Fabiane .

Andréia Marques da Silva chegou às 8h à UFSJ para garantir sua inscrição nas oficinas “Bolsas em Patchwork” e “Oficina de Escalada”, além de inscrever a mãe e a sobrinha. “O interessante do Inverno Cultural é o incentivo para a evolução. Você desenvolve habilidades, até mesmo as que nem sabia que tinha” diz a sanjoanense que, na próxima quarta-feira, pretende inscrever-se, também, na oficina “Dança de Salão”.
  
“Oferecer cultura à filha” é a principal pretensão de Jairo dos Santos, que pretende inscrevê-la na oficina “Ecoturismo: conheça e preserve o potencial natural da região”. Jenifer Oliveira tem 12 anos e, em 2010, não pode se inscrever na oficina desejada por não ter a idade mínima necessária. O pai pretende “se unir ainda mais a um dos principais órgãos de São João del-Rei, a UFSJ”, cidade onde mora há três anos com a família, efetuando sua inscrição na oficina “Dança de Salão”.

Inscrições para as Oficinas do Inverno Cultural:
 Ainda durante essa semana, do dia 29 de junho a 1º de julho, as inscrições serão para todas as áreas de oficinas do evento.
Para os interessados que não residem em São João del-Rei, a orientação é que liguem para o Tele/Fax (032) 3373-2900, das 13h às 14h, para verificar se existem vagas na oficina desejada e, em caso positivo, fazer uma reserva. Em seguida, efetuar depósito no valor da taxa de inscrição na Conta Corrente da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei (FAUF). Para ser concluída a inscrição, o interessado deve enviar o comprovante de depósito, através do e-mail inscricoesic@ufsj.edu.br até às 8h do dia seguinte à pré-reserva.
 

Os dados para depósito são os seguintes: 
Banco do Brasil 
Agência: 0162-7 
Conta Corrente: 21.452-3
Para crédito de FAUF (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei)
  
Maiores informações sobre as oficinas, acesse: www.invernocultural.ufsj.edu.br

(Fonte: Assessoria de Comunicação da UFSJ - Campus Santo Antônio)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Igreja do Bonfim

Igreja do Bonfim

Situada no Bairro do Bonfim, a capela possui nave e altar único, bastante modestos.

Além da capela, o bairro e a vida no entorno são relatados pelo historiador, Antônio Gaio Sobrinho, nos propiciando uma viagem no tempo.

Confira...

Notas sobre o Bairro do Bonfim . Antônio Gaio Sobrinho

O morro situado a leste de São João del-Rei, contrastando humildemente com a Serra do Lenheiro a oeste, teve inicialmente o macabro nome de Morro da Forca, em virtude de ter sido ali que, em tempos do absolutismo colonial e imperial, se erguia o patíbulo da forca, muitas vezes usado como destino final da vida de tantos infelizes.
Em 1769, José Garcia de Carvalho, devoto do Senhor do Bonfim e para sua  maior veneração, impetrou do Senado da Câmara terreno para construção de uma capelinha para se celebrar missa. Aos 10 dias de maio do mesmo ano, foi-lhe passado o competente ato de posse, tendo, a partir daí iniciada a construção. Inaugurada a capela, o Morro da Forca começou a ser também conhecido como Morro do Bonfim, e o casario com arruamento foi-se formando. Semelhante fenômeno de povoamento estava também ocorrendo na Vargem do Porto, que se transformou em Matosinhos.
O entorno da capela recebeu ultimamente uma boa remodelação, prejudicada apenas por um cruzeiro luminoso que ali foi posto em 1938, quando do centenário da cidade. No lado oposto, por iniciativa do cônego Almir de Resende Aquino, a idéia da ereção de alto monumento a Nossa Senhora do Pilar,  foi concretizada  em 2 de janeiro de 1967 e benzido no dia 12 de outubro desse mesmo ano.
Pelo Morro da Forca, entrou na cidade, em 1717, o governador da capitania, Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar, tendo sido, ali mesmo, recepcionado pelas autoridades e povo da Vila, ao som de uma banda de música, regida pelo maestro Antônio do Carmo. Do que se concluem duas coisas: que era pelo Morro da Forca uma das mais antigas entradas da cidade e que São João del-Rei, de fato, merece o título de Cidade da Música.
O Arraial das Cabeças  situado nas imediações da atual Rua Antônio de Abreu e da Várzea do Faria, que, desde 1777, conserva o nome de Joaquim Faria, deve o seu nome ao fato de na segunda metado do séc. XIX a Câmara Municipal haver escolhido aquele como local de enterramento de animais mortos na cidade. Daí a possibilidade de que algumas ossadas como os crâneos destes animais viessem 'a tona gerando nos moradores o nome Arraial das Cabeças.
Durante a Guerra dos Emboabas, a primitiva capela de Nossa Senhora do Pilar foi incendiada, pelo que uma segunda igreja da mesma denominação foi erguida no Morro da Forca, nas imediações da atual Escola Estadual Inácio Passos. Nessa capela, que permaneceu como matriz até a reedificação da atual  no mesmo local da que fora queimada, se erigiu a Irmandade do Santíssimo Sacramento, em 1711, e se recepcionou com solene Te-Deum o já mencionado Conde de Assumar.
Durante o tempo em que ali esteve em funcionamento a dita igreja matriz, isto é, de 1710 até 1724, a atual Rua da Prata e seu prolongamento pela Rua Ribeiro Bastos se chamou Rua Direita de Baixo, segundo um costume cristão de dar o nome de Rua Direita à principal via pública de acesso à  matriz, como fora antes e seria depois a atual Rua Getúlio Vargas. 
Para se ir ao Bonfim, houve sempre três percursos: a) – a Rua Direita de Baixo, que depois se chamou também  Rua do Morro da Forca e Rua do Bonfim, e que, desde 1913, se chama Ribeiro Bastos; b) – a  Rua da Intendência, que subia pelas atuais Gabriel Passos e João Salustiano; c) – a Rua da Independência, atual José Bastos, que sobe por entre as anteriores, pelo que também se chamou Rua do Meio. No sentido horizontal, destacaram-se dois becos: o Beco dos Pinheiros, atual Rua Mourão Filho e o Beco do Progresso, que, hoje, homenageia o músico e compositor são-joanense do século XVIII, o negro João da Matta.  A  Praça  do  Bonfim  tomou,  em 1938,  o nome  do  médico  e engenheiro   são-joanense, Guilherme Milward, que foi professor da Universidade de Medicina de São Paulo, em cujo salão nobre tem busto de autoria de Tarcila do Amaral. Nessa praça, existe um belo cruzeiro, remanescente daqueles que missionários costumavam plantar em encerramento das famosas missões populares, que  ocasionalmente ocorriam, nas paróquias, até meados  do século XX. Junto dele, em 1º de março de 1903, segundo informação de O Combate, houve festas, com missa pela manhã e leilão de prendas, à tarde, ao som da banda de música do Asilo São Francisco.
A vida escolar do Bairro já está documentada em 1913, quando o padre José Pedro da Costa Guimarães, residente na Rua do Meio, dirigia ali  o Ginásio São Pedro de Alcântara. A Escola Estadual do Bairro, criada em 1965, tem por patrono Inácio Ferreira de Resende Passos, que foi pai de Gabriel de Resende Passos e ex-aluno da primeira Escola João dos Santos, na Prainha.
A inauguração do filtro de água deu-se no dia 19 agosto de 1888, com música da Banda Lyra Sanjoanense e ali se ergueu também a comprida antena da ZYI-7 = Rádio São João del-Rei, inaugurada em 18 de maio de 1947. Em 13 de outubro de 1935, fundava-se a Conferência Vicentina do Bonfim.
Em 1818 visitou São João os sábios alemães Spix e Martius que testemunharam: o morro do Bonfim é muito escarpado e, por isso, extremamente penoso de subir para as bestas cargueiras... De seu cume, goza-se esplêndido panorama de todo o vale do rio, e, logo que se desce pela outra extremidade, descortina-se estendida ao pé da montanha, igualmente nua, do Lenheiro, a Vila de São João del-Rei. Depois, em 1868, foi a vez de Richard Burton acrescentar: mais ao sul, e com uma linda vista, está a modesta capela do Senhor Bom Jesus do Bonfim, tem em frente quatro palmeiras, e o morro que lhe dá acesso é coberto de capim do campo e graminha, ambos amarelos de fome e sede. Por aquele caminho, em 17 de junho de 1842, os revolucionários marcharam, vindo do Elvas, e tiveram a cidade à sua mercê. Um mês depois os deputados provinciais ali se reuniram e aprovaram solenemente o movimento. É aqui que, no dia 7 de setembro, a Sociedade Ypiranga se reúne para festejar o Dia da Independência.
Em 1859, José Antônio Rodrigues já se referira aos mesmos festejos na capela, dizendo que: ultimamente, os patriotas a escolheram  para o festejo da Independência, pelo seu lugar desafrontado: há dois anos que daquela eminência retumbam, no dia 7 de setembro, os instrumentos músicos, e fogos que erguem ao ar anunciam a reunião da Sociedade Ypiranga: a voz do sacerdote entoa o hino sagrado Te-Deum Laudamus.
Quando Dom Pedro II, em 1881, esteve na cidade, subiu à capela do Bonfim, onde exclamou: é verdadeiramente bela, vista daqui, a cidade de São João del-Rei. Tendo também eu feito igual experiência, posso terminar, convidando com o poeta são-joanense Franklin de Magalhães: quereis ver maravilhas sem fim, ide ao Bonfim!

Uso consciente do jaleco

Campanha do uso consciente do jaleco ganha destaque nacional

A campanha da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) que destaca sobre “o uso consciente do jaleco” teve repercussão nacional na mídia e se espalhou rapidamente pelos mais diversos meios de comunicação. A iniciativa da UNIFAL-MG foi divulgada inicialmente pelo blog Vida de Dentista, ganhando grande destaque os leitores do blog aprovaram a iniciativa e deflagraram a divulgação maciça do cartaz nas redes sociais Facebook e Twitter. A campanha contra o uso de jaleco na rua também foi divulgada pelo site: www.odonto1.com.br.
O objetivo desta campanha é conscientizar e sensibilizar os acadêmicos e profissionais da área da saúde sobre a importância de usar o jaleco exclusivamente em ambiente de contaminação onde servirá de proteção para o profissional. O jaleco utilizado dentro de consultórios médicos, odontológicos, ambulatórios e hospitais é fonte de bactérias multirresistentes que podem provocar doenças como a faringite, otite, pneumonia, tuberculose e até mesmo a morte. Essas bactérias são carregadas para lugares públicos e retornam das ruas para os consultórios e hospitais nos jalecos dos mais diversos profissionais de saúde.
A coordenadora da campanha, a Prof. Dra. Ana Cláudia Pedreira de Almeida colocou em prática seu projeto quando percebeu, que os alunos e profissionais da área da saúde utilizavam o jaleco ou avental de maneira inadequada, fazendo o uso impróprio do mesmo.
"Muitos profissionais consideram andar com o avental ou com o jaleco como status. Por isso, queremos conscientizar a todos, desenvolvendo cartazes e folders que estão disponíveis no portal da UNIFAL-MG e em diversos pontos da cidade. A receptividade da comunidade alfenense ao projeto tem se mostrado favorável, muitos se queixam da falta de higiene dos profissionais que chegam com os jalecos nos restaurantes e apoiam a iniciativa dos alunos do projeto. ", complementou a coordenadora da campanha.
A iniciativa da campanha despertou interesse geral, principalmente nos restaurantes da cidade. “Todo profissional deveria ter a consciência do quanto é prejudicial aos demais o contato com suas vestimentas que foram utilizadas dentro de um centro cirúrgico. Ainda mais se tratando de um profissional da área da saúde, é preciso ter essa consciência. Aqui no restaurante também temos um cuidado extra com a aproximação dos jalecos nos alimentos.” explicou a proprietária de um restaurante que tem uma grande clientela de universitários.
O PUCA SAÚDE - Projeto do uso consciente do avental frisou que é de suma importância a educação profissional para a formação dos acadêmicos que refletirá no comportamento dos futuros profissionais trazendo benefícios para à saúde pública.
Em alguns municípios já foram aprovadas leis que proíbem os trabalhadores da saúde de usarem jaleco e uniforme fora do ambiente de trabalho. A partir disso, os profissionais que forem flagrados com a vestimenta fora do ambiente hospitalar serão multados em R$ 174,50. Na segunda vez, o valor cobrado será o dobro.
Essa lei, que foi aprovada na semana passada, segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), apenas reforça uma exigência do Ministério da Saúde, que fala que as roupas utilizadas dentro dos hospitais devem permanecer lá.
A sensibilização dos acadêmicos e profissionais de saúde sobre o uso adequado dos jalecos como equipamento de proteção individual continua através da Palestra confirmada para o dia 23 de agosto de 2011, a realizar-se no Auditório Dr. Leão de Faria, anfiteatro da UNIFAL-MG.
VISTA ESTA IDEIA!
(Fonte: Assessoria de Comunicação Unifal - MG)

Pelos campi da UFSJ


Auxílio alimentação e bolsa atividade beneficiam 403 estudantes da 

Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)


Valor da bolsa atividade entre 2004 e 2011 subiu 300%

            “A minha permanência aqui é graças à bolsa atividade” afirma o aluno do curso Artes Cênicas, Genilson Ferreira. A bolsa atividade e o auxílio alimentação são programas que beneficiam atualmente 403 estudantes da instituição - incluindo 35 novas bolsas autorizadas nesta última sexta-feira, dia 10, e ajudam a maioria deles a se manterem fora de suas casas. O aumento no número de bolsas foi anunciado pelo reitor Helvécio Luiz Reis aos representantes da RUA, da Associação Atlética e do Movimento Diretas Já, atendendo ao pleito dos estudantes da UFSJ.
            A Assistência Estudantil existe desde 90 quando a instituição passou a ter cursos superiores em período integral. Os alunos da bolsa atividadesão selecionados e designados a desenvolver um trabalho nas áreas administrativas da UFSJ. Segundo o Diretor da Divisão de Assuntos Estudantis, Francisco Avelino Júnior, hoje é assumida a política de procurar encaminhar o aluno para uma atividade afim com o seu curso fazendo com que o estudante com carência socioeconômica cresça na sua área. O número de bolsas atividade cresceu de 46 bolsas, em 2004, para 226 bolsas, em todos os campi, em 2011. O valor também aumentou. Em 2004, o valor da bolsa era de R$ 90 e o salário mínimo era R$ 260. Hoje, é de R$ 360 e o salário mínimo, R$ 545.
            O auxílio alimentação foi criado no fim do ano de 2008, a partir da verba do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), e, além de todos os bolsistas atividade, contempla outros 177 alunos, também segundo critérios de carência socioeconômica. Empresas credenciadas no Programa da UFSJ em São João del-Rei e nas cidades dos campi fora de sede. Os alunos recebem os cupons alimentação e podem utilizá-los em qualquer dessas empresas credenciadas.
            A aluna Daniela Diniz do curso de Filosofia afirma que o auxílio alimentação ajuda bastante. “Quanto ao uso dele, não tenho nenhum problema ou reclamação. Onde eu moro tem um restaurante credenciado que aceita. Embora não seja suficiente me ajuda muito. Eu precisava mesmo era da bolsa-atividade”, revela.
Ações afirmativas
            Para atender à crescente demanda de forma justa, a análise socioeconômica define quem será beneficiado pela bolsa atividade ou pelo auxílio alimentação, sendo que na primeira os alunos também contam com os cupons do auxílio alimentação. O estudante beneficiado pela bolsa atividade recebe cupons para almoço e jantar de segunda a sábado e almoço aos domingos, já os alunos do auxílio alimentação recebem cupons para o almoço de todos os dias.
            Segundo Francisco Avelino, à medida que aumenta o número de vagas e de cursos aumenta também o número de bolsas. O aumento da cota é proporcional ao aumento do número de novos alunos. Conforme Denise Borges, Chefe do Setor de Assistência Estudantil, com as ações afirmativas, implantadas na UFSJ, o número de alunos carentes vem crescendo anualmente, e a Reitoria tem respondido satisfatoriamente, disponibilizando orçamento para suprir o aumento da demanda por bolsas atividade. Em 2004, o orçamento da UFSJ para bolsas atividade foi de R$ 33.120,00.Em 2011, o orçamento da UFSJ para bolsa atividade e auxílio alimentação é de R$ 1.478.554,64.
            Segundo Francisco Avelino Júnior, “a assistência estudantil hoje não é mais coordenada por um setor, e sim por uma Diretoria de Assuntos Estudantis. Enquanto diretoria há muito mais condição de gerir Programas e Projetos voltados para o acesso, permanência e sucesso escolar de alunos com limitações econômicas para se manter em seus cursos de graduação “.
            Para o aluno participar do Programa de bolsa atividade e auxílio alimentação, o mesmo deve preencher o questionário socioeconômico que fica no site da UFSJ e levar ao Setor de Assistência Estudantil os documentos comprobatórios pedidos no edital. O edital é publicado no início de Janeiro e a seleção é realizada em março de cada ano.
(Fonte: Assessoria de Comunicação da UFSJ - Campus Santo Antônio)

sábado, 11 de junho de 2011

Terça no Solar

A flautista, Maria Emília Dutra - divulgação
Concerto de flauta transversal

A série "Terça no Solar", que faz parte do "Programa Música XXI", traz a flautista Maria Emília Dutra, para uma apresentação de peças como, Cantabile et Presto de Georges Enesco; Andante et Rondo Op.25 de François Doppler (acompanhada pelo flautista Marcos Flor de Maio); Sonata em D maior de Sergei Prokofiev (Moderato, Allegretto scherzando, Andante, Allegro con brio) e First Sonata de Bohuslav Martinu (Allegro moderato, Adagio, Allegro poco moderato), esta, acompanhada pelo pianista, prof. Castelo Branco.
A flautista é vencedora dos concursos "Música XXI", "Jovem Músico BDMG" e "Segunda Musical" da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
O evento acontecerá no dia 14 de junho, às 20horas, no Centro Cultural Solar da Baronesa da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), próximo à Igreja do Carmo... com entrada franca.
O Programa Música XXI é uma ação conjunta do Departamento de Música da UFSJ e da Pró eitoria de Extensaõ e Assuntos Comunitários da UFSJ (PROEX), sob coordenação do professor Toninho Guimarães, tendo como bolsistas Viviane Fonseca, Danillo Porto e Rafael Dias.
Prestigiem!