quarta-feira, 21 de maio de 2014

I Semana Acadêmica de Artes Aplicadas

Coordenador do curso Artes Aplicadas, Kleber José da Silva
 O professor e coordenador do curso de Artes Aplicadas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Kleber José da Silva, abriu a I Semana Acadêmica de Artes Aplicadas com breve discurso destacando a consistente programação e a importância dos acontecimentos nos próximos dias.
Uma exposição por alunos do 5º período e intervenções poéticas enriqueceram a noite.

O evento que promete sucesso, oferece hoje (21/05), minicursos, palestras e discussão em plenária.

 Exposição
"Retratos - Arte Moderna"

Nascida de um exercício em sala de aula, conceitos e técnicas usados pelas vanguardas européias do séc. XIX foram explorados, incorporando o espírito de movimentos da época em uma série de retratos.

O resultado foi um novo olhar sobre expressões ainda tão presentes no mundo contemporâneo, a saber:

Expressionismo
Fauvismo
Cubismo
Abstracionismo
Futurismo
Dadá
Surrealismo
Pop-Art
Arte Conceitual

 Retratos de Fernanda, modelado pelo aluno Sérgio Ramos

Retrato de "Klejos Silva", na visão de Bey Trindade

Retrato de Luíz Flávio, por Fernanda Flávia Nascimento

Lúcia, por Arilson dos Santos

"Retrato Nu com Colar"
Releitura de Picasso, por Lilian Góis

Beth, por Simone Orsetti

Retrato de Arilson, por Lúcia Campos

 Thaís, por Isabel Leitzke

Retrato de mulher", por Ana Cristina Silveira

Arilson, por Lúcia Campos

Sérgio, por Luiz Flávio Yagelovic

Retrato de Milena, por Jane Carvalho

Lúcia e Arilson, por Tainã Cordeiro

Retrato de Arthur, por Caroline Uemura

Milena, por Luciana Braga Gionannini

Retratos de Tamires, por Thaís Santos

Ave, por Bey Trindade

"Monaliza Revisitada", por Jane Carvalho

Arilson, por Lúcia Campos


Retratos de Simone, por Beth Cavalcanti

O hall do Reuni I - Campus CTAN, ficou lotado e todos se surpreenderam com as obras em exposição.


A leitura cênica dos contos 
"O ovo e a galinha", de Clarisse Lispector
"O ovo apunhalado", de Fernando Abreu
e a cena
"O Homem e a Mancha", de Caio Fernando Abreu
foram apresentadas por alunos do curso de Teatro da UFSJ.

Sucesso absoluto!

O ovo apunhalado


O Homem e a Mancha

Confira programação para hoje
21/05 - quarta feira

14:00 às 16:00 Comunicações de trabalhos
local: Laboratório Escola de Cerâmica - LEC/CTAN
 
16:00 às 18:00 Minicursos e Workshop
 
19:00 Palestra: Cerâmica Chinesa, tradiconal X industrial.
   Palestrante: Sebastião Pimenta (ceramista, artista plástico)
   local: Auditório da Biblioteca do CTAN
 

21:00 Discussão em plenária


Mais informações: semanadeartesufsj@gmail.com 
Telefone: (32) 3373-3967  


terça-feira, 20 de maio de 2014

I Semana Aacadêmica de Artes Aplicadas

Começa hoje a I Semana Acadêmica de Artes Aplicadas
da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
O evento acontecerá nos campi CTAN e D. Bosco com realização do
Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Artes Aplicadas (DAUAP) e
Coordenadoria de Artes Aplicadas (COART)

Confira programação:


PROGRAMAÇÃO ABERTA  
(sem necessidade de inscrição)

20/05 - Terça-feira
19:00 Acolhida e abertura do evento
19:30 Abertura da exposição "Retratos - Arte Moderna" (alunos do 5º período de Artes Aplicadas)
20:00 Intervenção poética - leitura cênica dos contos
   "O ovo e a galinha" de Clarisse Lispector
   "O ovo apunhalado" de Caio Fernando Abreu
20:30 Cena: "o Homem e a Mancha" de Caio Fernando Abreu (por alunos do curso de Teatro da UFSJ)
- Todas as atividades da noite acontecerão no hall do prédio REUNI I - CTAN

21/05 - Quarta-feira
14:00 às 16:00 Comunicações de trabalhos

local: Laboratório Escola de Cerâmica - LEC/CTAN
16:00 às 18:00 Minicursos e Workshop
19:00 Palestra: Cerâmica Chinesa, tradiconal X industrial.

   Palestrante: Sebastião Pimenta (ceramista, artista plástico)
   local: Auditório da Biblioteca do CTAN
21:00 Discussão em plenária

22/05 - Quinta-feira
09:00 Minifestival Dalí - Sessão de filme comentada
   filme: "Little Aches" - Direção: Paul Morrison
   local: "Salão de Peteca" - Campus Dom Bosco
   debatedor: Prof. Cristiano Lima (Artes Aplicadas/DAUAP)
14:00 às 16:00 Comunicações de trabalhos

local: Laboratório Escola de Cerâmica - LEC/CTAN
16:00 às 18:00 Minicursos e Workshop
19:00 Mesa Redonda temática: Arte e Patrimônio Cultural
   local: Auditório da Biblioteca do CTAN
  19:00 - "A arte rupestre na Estrada Real: um patrimônio cultural dos povos    indígenas" 
   palestrante: Profª Maria Leônia Resende (História/UFSJ) 
   20:00 - "Renascimento das formas: a iconografia do Jesus esquecido" 
   palestrante: Kellen Cristina Silva (Doutoranda em História - UFMG)
21:00 Discussão em plenária

23/05 - Sexta-feira
09:00 Minifestival Dalí - Sessão comentada de curtas
   "Um cão andaluz" - de Luiz Buñuel e Salvador Dalí
   "Destino" (animação) - de Walt Disney e Salvador Dalí
   local: "Salão de Peteca" - Campus Dom Bosco
   debatedor: Prof. Cristiano Lima (Artes Aplicadas/DAUAP)
14:00 às 16:00 Comunicações de trabalhos

local: Laboratório Escola de Cerâmica - LEC/CTAN
16:00 às 18:00 Minicursos e Workshop
19:00 Mesa Redonda temática: Arte, Cultura e Identidade
   local: Auditório da Biblioteca do CTAN
   19:00 - "A Cultura Popular na Construção da Identidade"
   palestrante: profª Maria José de Oliveira (História/UFSJ)
   20:00 - "A Cerâmica Arqueológica na identificação de grupos indígenas em Minas Gerais"
   palestrante: prof. Cristiano Lima (Artes Aplicadas/DAUAP)
21:00 Discussão em plenária

24/05 - Sábado
8:30 Café de confraternização
- Exposição de trabalhos de alunos do curso de Artes 
Aplicadas com foco na pesquisa de aspectos culturais locais
- Conversa com os expositores
9:30 Roda de conversa - Encontro com o Sr. Tião Paineira 
(ceramista popular de notório saber) 
- Todas as atividades do dia acontecerão no Laboratório Escola de Cerâmica - LEC/CTAN
...


Minicurso I: "Aby Warburg e a metodologia de análise de imagens"
por Kellen Cristina Silva  (Doutoranda em História - UFMG)
- Teoria de leitura da imagem pelo viés cultural
local: Sala 2.21, prédio REUNI I - CTAN

Minicurso II: "Uma ponte entre Oriente e Ocidente"
por Rogério Godoy (professor DCNAT-UFSJ)
- Da tradição japonesa à cerâmica contemporânea ocidental de atelier
local: sala 2.22, prédio REUNI I - CTAN

Workshop: "Pintura Decorativa Oriental Sobre Cerâmica"
por Sebastião Pimenta (Ceramista, artista plástico)
- Princípios básicos da pintura Sumi-e e Etsuke. Prática de pintura e principais motivos do design oriental.
local: Laboratório Escola de Cerâmica/LEC - CTAN

Prestigie também:



Mais informações: semanadeartesufsj@gmail.com
Telefone: (32) 3373-3967

 

 

domingo, 18 de maio de 2014

O Brasil é macumbeiro

Mulher Africana - Isabelle Vital

"Há uma guerra religiosa acontecendo no Brasil. Não é exagero, é uma guerra mesmo. E aconteceu nestes dias uma das suas batalhas mais bizarras: a primeira instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro sentenciou que os “cultos afro-brasileiros não constituem religião” porque suas “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião”.

Na visão do juiz, uma religião tem que ter um texto base (ele cita a Bíblia e o Alcorão), uma estrutura hierárquica, e de um deus a ser venerado. Foi o Ministério Público Federal que provocou essa manifestação inesperada, ao apresentar uma ação em que pedia a retirada do Youtube de vídeos de cultos evangélicos que o MPF considerou intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de origem africana.

E foi para negar ao pedido de retirada que o tal juiz decidiu que umbanda e o candomblé são não-religiões. O MPF já recorreu, e é impossível que a decisão não seja revertida, por ser inconstitucional. Mas a sentença desse juiz é exemplar. Exemplar não no sentido de correta, mas de expor o centro, o coração da discussão, ao mencionar “deus único”, escritos religiosos e hierarquia constituída como “requisitos”.

Na verdade, se voltarmos à espiritualidade ancestral, veremos exatamente o contrário, ou quase. Mesmo onde há hierarquia (local) empossada em algum tipo de xamã, sacerdote ou pajé, ele é apenas um emissário ou facilitador entre o sagrado e a experiência espiritual individual.

E não o representante de algum monopólio metafísico-negocial, proprietário e gestor da distribuição do produto invisível que é a palavra divina. Os sistemas politeístas, ou que lidam com panteões de entidades intermediárias, como no caso os orixás da tradição africana, são uma descrição mais útil, sutil, variada e interessante da diversidade dos comportamentos humanos.

E em geral menos perigosos politicamente do que os sistemas onde há uma “moral única” que emana de uma fonte divina exterior à experiência dos indivíduos – moral que em geral serve para legitimar os interesses e preconceitos de seus “intérpretes” oficiais, sua hierarquia constituída.

Ao contrário, as religiões que se baseiam na transmissão oral da tradição são temperadas pela experiência viva, justa, dinâmica e amorosa. O griô da tradição africana é um sábio-andarilho, um sábio-da-rua, da vila, um misto de poeta, músico, árbitro e depositário e intérprete da tradição, não um leitor de gabinete, um bedel da palavra, um burocrata do espírito (como se isso não fosse um paradoxo e um impasse).

Essas tradições também costumam ter uma visão mais equilibrada da relação do homem com a natureza, já que o mundo não é um “brinquedo” que deus deu aos seus filhos para usarmos até gastar ou quebrar. Mas um campo de experiências éticas e estéticas no limiar do visível e do invisível, da natureza e do idealizado, do feminino e do masculino. Um mundo horizontal, e não vertical, como essas alucinações brancas monoteístas e repressivas pretendem.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, autor da ação inicial, comenta nesse mesmo sentido. “A decisão causa perplexidade, pois ao invés de conceder a tutela jurisdicional pretendida, optou-se pela definição do que seria religião, negando os diversos diplomas internacionais que tratam da matéria (Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos, Pacto de São José da Costa Rica, etc.), a Constituição Federal, bem como a Lei 12.288/10. Além disso, o ato nega a história e os fatos sociais acerca da existência das religiões e das perseguições que elas sofreram ao longo da história, desconsiderando por completo a noção de que as religiões de matizes africanas estão ancoradas nos princípios da oralidade, temporalidade, senioridade, na ancestralidade, não necessitando de um texto básico para defini-las”, disse ele.

É por isso que não me espanta um “juiz”, na pior tradição branca, falar em livro, hierarquia e deus únicos. Esse juiz representa o invasor, o capitão do mato, o neto do dono da capitania hereditária. Eu gosto de dizer que os brancos invadiram a terra dos índios e a encheram de pretos, e agora reclamam que o resultado não está suficientemente branco.

Não está, e não é pra estar, e jamais vai estar. A guerra religiosa não se dá “no” Brasil. Ela se dá contra o Brasil, pois o Brasil só existe como esse laboratório onde as tradições se equivalem e se misturam – e não num delírio nazi de pureza e limpeza européias.

O título “O Brasil é macumbeiro” é uma provocação. Mas quer contemplar três fatos: primeiro, o de que o país, mesmo quando era “a maior nação católica do mundo” (assim dizia a igreja até recentemente, até começar a perder a parada para os neopentecostais), também já era a maior nação espírita e a maior nação de religiões das tradições africanas. Segundo, de que o termo “macumbeiro”, pejorativo, tem que ser hackeado e invertido, como o foram outros termos pejorativos – a trinca punk, funk e junk é um bom exemplo.

E terceiro, e o mais irônico, é que a experiência neopentecostal é um macumbão dos bons, com rituais simpáticos (feitiçariazinhas envolvendo líquidos, escritas, objetos energizados etc), sessões de transe e possessão (como o “falar em línguas”), e todo um jargão não-cristão consolidado, como o uso do termo e da idéia de “encostos”.

Ou seja, um macumbão em nome de quem o nega. Se essa pegadinha é deus quem manda, esse deus é meu inimigo, e não meu pai."

Por: Alex Antunes (jornalista, escritor e produtor cultural)

sábado, 17 de maio de 2014

Caixa Preta da Saúde



Você já ouviu falar sobre a Caixa Preta da Saúde?

Interessante projeto criado em março de 2014 pela Associação Médica Brasileira (AMB) Sociedades de Especialidade, Associações Médicas Regionais, dentre outros parceiros, o "Caixa Preta da Saúde" visa salvar a saúde brasileira, recebendo e compilando denúncias da situação caótica em que se encontra a saúde no Brasil. O projeto é o meio através do qual, todas as pessoas de qualquer lugar e a qualquer hora, podem enviar fotos, vídeos e depoimentos, apresentando as dificuldades enfrentadas na busca por serviços de saúde, públicos ou não.
O Sistema Único de Saúde (SUS), que pela constituição deveria oferecer assistência gratuita e universal à todos os cidadãos brasileiros, é falho. O que o povo identifica é o  grande descaso, pacientes aguardando em filas por cirurgias e exames durante anos, falta de infraestrutra, medicamentos e até materiais básicos. Hospitais e postos de saúde em situação precária, impedindo a sobrevivência dos brasileiros que pagam muitos e altos impostos, mas não possuem os serviços básicos dos quais necessitam.
 
O SUS desativou quase 42 mil leitos nos últimos sete anos, as superlotações em emergências e pronto-socorros comprovam este fato. 
O Ministério da Saúde deixou de utilizar R$17 bilhões em 2012, mas o governo para justificar o caos em que se encontra o setor, afirma que não tem recursos para investir em melhorias.

Esses e muitos outros motivos levaram as entidades citadas acima, a criarem essa ação colaborativa para mapear os problemas da saúde pública do Brasil e estimular a população a denunciar as condições encontradas nos hospitais, postos de atendimento e demais unidades de saúde.

O site e as redes sociais Facebook e Twitter são os canais de interação com o público. Por meio destas ferramentas colaborativas, a AMB espera que todos os brasileiros, trabalhadores da área ou não, pacientes ou não, se unam em prol de melhores condições da saúde em geral.

O site é de fácil utilização. Basta clicar no mapa e enviar a denúncia. A equipe do projeto caixa-preta da saúde fará a análise do material e após esta análise, a denúncia entrará na web. 

A AMB e parceiros não pretendem resolver todos problemas do setor somente com o "Caixa-Preta da Saúde", mas sim mostrá-los como realmente são, dando voz à todos os usuários do sistema público de saúde.

Caixa Preta da Saúde: http://www.caixapretadasaude.org.br/